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| Cesar em ação dividindo a felicidade - Foto: Arquivo pessoal |
Por Cesar Calejon
Observando os surfistas em geral nos picos onde surfo, tenho a impressão de que existe uma animosidade que transcende o limite do que pode ser entendido como uma disputa natural para pegar as melhores ondas. Existe muita amizade, é verdade, mas também há uma quantidade desnecessária de discussão e brigas. Acertar grandes movimentos: aéreos, manobras com giro e se destacar são, via de regra, orientações que nós seguimos muito mais do que seguimos o que dizem as idéias originais relacionadas ao surfe: o espírito Aloha.
Segundo o Wikipedia, "Aloha significa afeição, amor, paz, compaixão e misericórdia. Derivado da etimologia folclórica havaiana, o termo também remete às idéias de presença, face, compartilhar e ao Sopro da Vida (breath of life ou essence of life). Acredito que todo surfista sabe o que Aloha significa, mas a prática diária, seja com um lineup ou com as ruas lotadas de carros, é que oferece o grande desafio. Você cumprimenta os outros surfistas quando chega lá fora? Ou sai remando que nem louco para pegar a sua primeira onda?
Compartilhar com alegria a essência da vida é o que Aloha realmente traduz e esta é a melhor lição que o surfe pode ensinar: estar no mar com outros seres humanos é uma benção! "Muita gente e poucas ondas, aí entra o espírito Aloha".
Cesar Calejon é jornalista, apaixonado por surf e acha que o esporte é para se fazer amigos.

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