terça-feira, 24 de novembro de 2009

Universo em expansão

Phil Rajzman radicalizando de pranchão - Foto: Fábio Minduim
Por Bruno Ruy

Quem pensa que o longboard é tudo a mesma coisa, está enganado. Assim como as pranchinhas, existem diversos modelos de longboards, sendo que as principais variações estão no tamanho, no fundo, no rocker e nas quilhas, além das novas tecnologias que controlam muito melhor o peso das pranchas.

Longboards progressivos são mais usados hoje, principalmente no Brasil. É resultado de uma mistura bem refinada, das antigas pranchas clássicas com designs mais modernos, que surgiram para suprir a necessidade dos surfistas de realizar manobras radicais. Esses longboards costumam medir entre 9’0" e 9’3", com largura média variando entre 22" e 23" e quilha central com estabilizadores. O fundo funciona bem tanto com v-botton + concave no bico, quanto com o full concave.

Alguns longboarders profissionais usam esses modelos com uma curva mais acentuada na rabeta (quick tail), para facilitar o drive nas manobras. Quanto à flutuação, o maior volume fica concentrado na longarina, sendo distribuído suavemente pela prancha até as bordas, que chegam a ficar parecidas com as bordas e rabetas de pranchinhas. Os longboards progressivos são ótimos para fazer um surf completo, com muitas curvas e manobras extremas preservando características que possibilitam um excelente desempenho nas manobras de nose.

Graças a essas evoluções os longboarders podem surfar ondas grandes e cavadas com segurança. Em picos como Pipeline, os pranchões seguem a mesma linha progressiva, porém com mais rocker e medidas mais compactas, geralmente 9 pés. Para surfar onda buraco, as pranchas devem ser mais estreitas (bico, meio e rabeta) e com as bordas mais finas do que os longboards progressivos convencionais, lembrando que o maior volume de flutuação fica na longarina.

Os moldes clássicos, apesar de pouco apreciados pelos brasileiros, são os preferidos pelos californianos e europeus, principalmente para ondinhas perfeitas e longas. É muito comum na Califórnia ver surfistas de todas as idades, inclusive garotas, "passeando" com longboards clássicos, com até 10 pés de tamanho e single fin. A maioria dessas pranchas apresenta v-bottom bastante acentuado e borda 50×50 (ou quase). Para conseguir surfar bem com esses modelos, o surfista precisa ter muita técnica. A força não ajuda muito, o melhor negócio é fluir com a onda e entender os movimentos, que devem ser suaves e harmoniosos, já que normalmente são mais pesados. Longos hang fives e hang ten estilosos são as melhores opções de manobras para esse tipo de prancha.

O tamanho e o posicionamento das quilhas também são determinantes para um bom desempenho em condições diferenciadas de ondas. A caixa de quilha permite que o surfista adapte o pranchão para a condição de mar que ele vai surfar, deslocando a quilha central mais pra frente ou para trás. Quanto mais atrás, isto é, quanto mais próxima da rabeta a quilha estiver, mais projeção o surfista terá na onda. Porém, deve-se tomar cuidado para a prancha não ficar muito presa nas manobras. Com a quilha nessa posição, as curvas ficam mais abertas e a sustentação nas manobras de nose, ajudada pelo peso, será maior. Esse posicionamento de quilha também é indicado nos dias de ondas grandes ou muito fortes. Se a quilha central for colocada mais para frente, o longboard ficará mais solto nas curvas, porem a projeção será menor. Além disso, no momento de um hang five e principalmente do hang ten, as chances da quilha desgarrar da água serão grandes, limitando o tempo de permanência do surfista no bico da prancha. Portanto, deve-se encontrar o ponto certo para fixar a quilha central, que pode variar de uma pessoa para outra e de uma prancha para outra também.

O tamanho da quilha também influencia no desempenho. Para surfar com uma quilha só, prefira as maiores e com base mais larga, ideal para ondas menores. Se a onda estiver com tamanho médio e cavada, desista da mono. Coloque uma quilha média e estabilizadores, que vão garantir a segurança nas curvas mais fortes. Geralmente é assim que funciona, mas para toda regra existe exceções.

Enfim, surfar de longboard está cada vez mais interessante, graças a essas variações de quilhas, fundos, curvas e tamanhos. Talvez por isso, cada vez mais surfistas se preocupam em ter um longboard para dar umas caídas de vez em quando. E os longboarders se preocupam em ter um quiver diferenciado, pois sabem apreciar essa diferença entre surfar com um clássico single fin e um long progressivo, principalmente porque conseguem assimilar que o resultado dessas variações é importante para lapidar manobras e, principalmente, estilo. Opções não faltam na hora de fazer um long, converse com um bom shaper e pendure-se.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O sultão da velocidade

Fitzgerald criou a marca HB - Foto: Dan Merkel/Swell
Por Bruno Ruy

Alguns poucos surfistas na história foram apelidados assim: "Sultão da Velocidade". Poucos merecem esse título (o último foi Rob Machado), mas o protótipo original chama-se Terry Fitzgerald, notável fera dos anos 70 e "um dos primeiros estilistas das ondas" *.

Local de Sydney, ele aprendeu a surfar em Maroubta Beach e mais tarde sua família se mudou para Narrabeen, ao norte de Sydney, na Austrália. O garotão cabeludo cobria largas áreas da face das ondas com inesperadas linhas e ainda transformava em velocidade cada cantinho do oceano. Tradução? Ele ia aonde poucos tinham ido numa onda e fazia isso com uma mistura única de radicalidade e abandono, num estilo fluido e excêntrico; os joelhos dobrados distantes um do outro, os braços estendidos retos simetricamente desde os ombros. As manobras eram iniciadas através dos quadris e pélvis, com os joelhos, ombros e cabeça vindos em seguida em perfeita sincronização.

E pensar que quando criança, aos 10 anos, uma osteomelite, doença degenerativa nos ossos, quase lhe custou à perna esquerda, embaixo do joelho. Uma série de enxertos de ossos salvou seu membro. Terry era o mais jovem, mas não menos talentoso que seus compatriotas que chocaram o mundo com um surf mais agressivo na metade dos anos 70 (Michael Peterson, Pete Townend, Wayne Bartholomew, etc.).

Outro fato importante: ele semeou "multi surfistas" em seu país. Foi tanto um mestre nas ondas grandes no Hawaii, como um caçador de secret spots paradisíacos, shaper e empresário (criou a famosa Hot Buttered). E, culto e articulado, ainda conseguia traduzir a mágica do surf em belos artigos para revistas especializadas.

Visionário, Fitzgerald sabia onde devia estar para evoluir. Por isso mudou-se para Kirra quando tinha 19 anos (1969) para aprender com mestres do shape e das ondas aussies, como o mago construtor, Bob McTavish e os futuros mitos, Michael Peterson e Pete Townend, entre outros. Logo voltou para Sydney, onde fundou a HB, em 1970. No mesmo ano hipnotizou a comunidade das ondas ao desenhar as mais variadas linhas em Sunset. Esse desempenho brilhou no clássico filme Morning of the Earth. E Terry ainda aproveitou para se aprofundar na arte das pranchas com o lendário Dick Brewer, que o convidou para conhecer sua casa e oficina de shape em Kauai. Isso resultou numa grande colaboração de design que incluiu Reno Abellira, San Hawk and Owl Chapman. Surgiram as modernas bases como a "v" espiral (um concave duplo básico) e wings.

De volta à sua Narrabeen, Terry trabalhou os novos designs com os surfistas e shapers mais quentes do pedaço, feras como Simon Anderson, Col Smith, Derek Hynd, Steve Wilson, Greg Day, Greg Webber, entre outros. Suas pranchas, em geral estreitas, vigorosas e experimentais (como as monoquilhas acrescidas de duas canaletas laterais, como se fossem mini quilhas), ainda eram verdadeiras peças de arte moderna psicodélicas: os loucos e belos desenhos com spray feitos por Martin Worthington, de golfinho a entardeceres mágicos. Foi ele ainda o primeiro surfista pró a ter um quiver, com pranchas para diferentes condições de ondas, algo raríssimo na época.

A carreira competitiva de Terry, mesmo com belas vitórias (campeão australiano em 1975, vencedor de eventos do mundial no Hawaii e Indonésia), não o seduziu muito. O chamado da onda perfeita e outros interesses o apanharam cedo. Foi um dos primeiros a desbravar Grajagan, junto de Gerry Lopez, em 1973; depois, Sumbawa.

No início dos anos 80, sua empresa espalhou-se pela Inglaterra, EUA, Japão e Tahiti, onde ele apoiou muitos jovens promissores como Vetea David. Terry seria ainda um dos responsáveis pela revitalização do circuito júnior de seu país, que voltou a ser uma fábrica de revelar talentos.

Hoje, Terry Fitzgerald, que perdeu o filho caçula, Liam, falecido há seis anos em um trágico acidente, segue vivendo em Narrabeen, com a esposa, Pauline (com quem se casou aos 21 anos, em 1971). Ele curte a carreira dos filhos, Joel e Kye, que cavam lá embaixo e aceleram o máximo que podem honrando o pai, o legítimo e eterno Sultão da Velocidade. O cara que produzia tanto barulho, visual e faísca na água que era como se o estilo mais potente do rock da época, o heavy metal, se materializasse nas ondas. "Se surfistas pudessem ser bandas de rock, Fitz era o Led Zeppelin!", afirmou Drew Kampion.

*O apelido supersônico de Terry é obra do célebre jornalista australiano, Phil Jarratt, ao assistir sua fantástica exibição nas longas direitas de Jeffrey’s Bay, em 1977.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O segredo das ondas está no fundo

Maresias tem potencial internacional - Foto: Manu D'Almeida
Por Burno Ruy

POINTBREAK ─ Regularidade e Consistência

As ondas de pointbreak começam a quebrar na ponta da baía e se refratam para dentro dela, num movimento constante a partir da costa curvada. Possuem impressionante regularidade e consistência. Normalmente, o fundo é de pedra e areia, ou apenas a costa é repleta de rochas e a baía é de areia fina. Ondas como Burleigh Heads, na Austrália, e Raglan, na Nova Zelândia são exemplos clássicos de pointbreak.

REEFBREAK ─ Perfeição e Força

O fundo de um reefbreak é formado por corais, pedras ou outras coisas parcialmente submersas. A onda quebra subitamente e com força. Sua forma varia de acordo com a configuração, profundidade e tamanho do obstáculo encontrado. Banzai Pipeline é uma onda de recife perfeita, cujo fundo possui formato triangular. Quando este triângulo é eqüilátero e a ondulação entra de frente, a onda abre tubos perfeitos para os dois lados.

BEACHBREAK ─ Mudanças constantes

Os Beachbreaks são os tipos de fundo mais comuns no Brasil. Normalmente as praias são retas, o fundo é de areia ou cascalho e há uma leve inclinação que faz com que a onda quebre. Como o fundo de areia muda constantemente, as ondas têm formação mais irregular. As correntes de água que voltam para o mar são chamadas de canais. Maresias, no Brasil, e Puerto Escondido, no México, estão entre os melhores beachbreaks do mundo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A história do wetsuit

Jack O'Neill - Foto: Dina Scoppettone
Por Bruno Ruy

Deveríamos canonizar o cara e rezar a cada manhã gelada para "São Jack do Corta Friaka". Cansado de ouvir seus comparsas de mar e passar ele mesmo por momentos horripilantes de frio, Jack resolveu inventar uma roupa apropriada para surfar mais tempo em baixas temperaturas. O cara era inovador. Até o começo dos anos 50, as session lá pelos lados da Califórnia não duravam muito. Neguinho tentou de quase tudo para se aquecer, desde blusa de lã com óleo, whisk goela abaixo e sabe-se lá mais o quê. Em 1952, Jack abriu sua primeira loja, diga-se de passagem, a primeira realmente nomeada surf shop. As outras, como de Dale Velzy e Hobie Alter, só vendiam pranchas, mas a dele já começou vendendo algumas vestimentas feitas com pedaços de neoprene colados. Sim, roupas de borracha. Daquela época até os dias de hoje seu invento tornou possível o surf de Santa Mônica, na Califórnia, a J-Bay; da Tasmânia às geladas ondas de Maverick's. Graças a ele é sempre verão dentro de um wetsuit.

Como o próprio nome já diz (wetsuit = roupa molhada) a idéia é conservar a temperatura e não manter o cara seco, como muitos podem pensar. Isso acontece porque mesmo ao criar uma película de água entre a roupa e o sujeito, o que importa é o ar que fica retido dentro do material unicelular (espuma) de forma que o corpo esquenta a água e a temperatura não escapa dali. Ou seja, não aquece, mas não deixa esfriar, contanto que não haja um grande fluxo de água. Testando diferentes tipos de espumas flexíveis, nosso mestre inventor chegou ao PVC. Era moldável e tinha propriedades térmicas, mas ainda teria que confrontar as agruras do meio. Mr. Jack colou plástico sobre o PVC e pronto! A primeira "roupa de borracha", se assim podemos chamar, estava no outside. Mas o material era difícil de trabalhar.

Vale quanto pesa - Jack parecia saber onde estava pisando! Acarpetando o chão de um avião DC-3, descobriu o neoprene. Era térmico, boiava e se moldava facilmente. Logo surgiram os modelos long, com ou sem mangas, short johns e aquelas jaquetas com uma alça que passava entre as pernas e abotoava na frente. Muita gente torceu o nariz e tirava a maior onda dos caras com aquelas roupas esquisitas no mar. A verdade é que logo as "vests" de borracha voaram da loja e Jack O'Neill estava no mercado.

Hoje a tecnologia chegou ao requinte de permitir roupas sem zipers, sem costura, muito mais flexíveis, leves e, lógico, mantendo cada vez mais eficácia o tão desejado e necessário calorzinho em modelos equipados com aquecimento elétrico. O único problema é que ainda não inventaram roupas mais baratas, especialmente por aqui, onde dependemos na maior parte do tempo da importação. Mesmo assim, acredite, esse item é mais que um acessório indispensável, especialmente se você mora da Bahia para baixo. Normalmente damos graças a Deus por cada centavo que deixamos na loja.

Por isso mesmo mandamos aqui alguns toques que podem fazer seu investimento durar mais que um inverno.

CUIDA QUE É CARO - As roupas vêm sempre com etiquetas dizendo o que pode e não pode ser feito. Tá, eu mesmo, devo confessar, sempre gostei de jogar as minhas na secadora ou de deixá-las ao sol. Nada bom. Isso acaba com a flexibilidade delas e promove o encolhimento das bolhas de ar que mantém o calor. Seja mais responsável, siga as instruções de uso. Vão aí algumas dicas.

* O certo é secá-la num local aberto e à sombra. Não deixe fritando no carro, fica um cheiro desgraçado e acaba com a maciez da borracha. Lave sempre com água fresca. Isso tudo vai manter a parte de fora dela com boa aparência e a borracha macia. Ah! O cloro das piscinas também não ajuda em nada a vida do seu wetsuit. Isso pode doer, mas a verdade é que a água quente detona a elasticidade, portanto entre no chuveiro e tire a roupa na água fria antes de transformar seu banheiro naquela sauna.

* Se você ainda está em fase de crescimento, compre uma roupa que não seja tão justa e use uma lycra para dar uma enchida, assim você não perde a roupa tão rápido. Roupas apertadas são um inferno, especialmente na zona do... Bem, você deve imaginar. Se ela veste perfeitamente, não precisa a tal da lycra. Quando for comprar, pergunte qual a porcentagem de laciamento quando molhadas. Existem roupas que ficam bem mais largas dentro d'água.

* Não faça xixi dentro delas. Eu sei, a sensação é ótima. Quentiiiiinho! Mas do mesmo jeito que não entra muita água, também não sai. O ácido úrico da urina compromete o material e a roupa fica com um cheiro miserável.

* Se ficar com a roupa "meio vestida", enrolada ou com as mangas penduradas enquanto dá um rolê pela praia, cuidado com o velcro. Essa indispensável parte da roupa pode facilmente grudar e danificar o tecido sobre a borracha quando em contato com ele.

* Quando sua roupa for descansar durante o verão, vale a pena jogar um pouco de talco (pó) sobre ela antes de dobrar e guardar no armário, de preferência pendurado. Quando a friaca atacar novamente ela terá escapado ao ressecamento que pode criar pequenas "rachaduras" na borracha.

* Areia na roupa. Um saco! Não leve para casa, não deixe na roupa. Tente sempre tirar seu wetsuit nas pedras, grama ou na canga da gata. Bom, talvez ela te xingue. Nenhuma das alternativas é possível? Vá até a beira do mar e saia dela ali, dando uma lavada na areia que ainda vai ficar. Cuidado, dependendo do tipo de roupa (shorts ou pernas longas) é necessária uma certa habilidade. Seu carro, sua mão e você mesmo vão agradecer depois.

* Não tem jeito, parafina suja mesmo. Os caras dizem que dá para limpar assim e assado, mas na real nada parece funcionar, você vai ter que conviver com isso. E mesmo que conseguisse limpar não adiantaria nada. Você vai colocá-la novamente na parafina, não?

* As cores da roupa não mudam em quase nada em seu funcionamento. Acredite, é só uma questão de moda. Mas o preto clássico pode fazer você passar mais despercebido entre um crowd não familiar e as meninas na praia não saberão diferenciar entre um e outro caso você não mande muito bem. Pense nisso.

* Como entrar naquele ambiente ainda gelado do fim de tarde do dia anterior? Não tem jeito, roupa molhada é um caso a ser enfrentado. Quanto mais rápido, melhor. Portanto, entra aqui o velho golpe do saco plástico no pé ou nas mãos. Ele faz deslizar com mais facilidade, diminuindo o tempo e o choque térmico. Tenha sempre um a mão, inclusive é bom para guardar a roupa molhada na hora de ir embora.

* As roupas variam de preço pela tecnologia ou por pura sacanagem do lojista. Fique atento. Veja o tipo de costura (invisível, zig-zag, soldada, tosca...), se são seladas com um fino material sobre as costuras, quanto de material flexível existe no modelo, que tipo de materiais e suas espessuras. As roupas mais usadas no Brasil devem ter no máximo partes com 3 milímetros. Não vá na onda de ninguém, é uma escolha que deve ser muito bem pensada. No fim, é você quem vai passar um bom tempo ali dentro.

Em 1950, Hugh Bradner, da universidade de Berkeley, na Califórnia, (também) inventou a roupa de borracha. Foi uma pesquisa em parceria com a marinha e a empresa Rubatex, que fabricava um material unicelular (neoprene) que viria a ser a principal fornecedora do mercado de wetsuits durante anos. O material foi indicado pelo engenheiro de pesquisas, Willard Bascon. O problema é que a patente e o uso comercial da roupa desenvolvida levaram anos num vai e vem burocrático de falta de visão de ambas as partes. Ninguém realmente se interessou na manufatura em pequena ou larga escala e a liberação do uso e patente vieram em 1967, quando as ondas geladas já conheciam muitos surfistas emborrachados. Está tudo documentado: Sunset Magazine, publicada em maio de 1998.