quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O surf vai conquistar seu espaço na telinha (a cabo e aberta)

Por Henrique Chaves (Visionário do surf)

Imagine se a vinheta ao lado já fosse usada para chamar a atenção dos telespectadores a assistirem o próximo campeonato de surf na telinha. A possibilidade existe...temos apenas que adaptá-la. Essa visão me veio quando, saindo de uma palestra comandada pelo Sr. Romeu Andreatta (senhor não, na verdade um lorde do surf, por tudo o que ele tem implantado), seguia para casa pensando sobre suas palavras no que diz respeito às novas fórmulas de competição a serem realizadas e implantadas, visando a entrada definitiva do surf competição na tv aberta. O Big Surf já é um sucesso, pois o seu apelo comercial é muito forte quando trata-se de radicalidade. E este é o segredo do sucesso das maiores redes de televisão, mídias impressas e on line, que utilizam-se da imagem que o surf proporciona em tudo e para tudo.

Este é um dos raros momentos em que me encontro, no carro, diariamente, para refletir sobre todas as minhas ações e caminhos que procuro trilhar. É o momento que me desligo do mundo (atento apenas para a direção).Um som ambiente e o mundialmente famoso trânsito de São Paulo, além de servirem como trilha sonora, ajudam a estender e prolongar estes preciosos segundos a frente do volante.

O tema posto em discussão era a troca da fórmula de disputa das competições do surf atual. A base da conversa tinha a fórmula de disputa do boxe, aonde lutadores são postos a provas homem contra homem, sobrando o melhor no final. Na verdade seria a forma de ranqueamento que definiria a condição para quem teria o direito de surfar e disputar o almejado título mundial. O direito de desafiar os grandes atletas e botarem a prova toda a carreira competitiva.

Até aí tudo bem. Acho bem válido tentarmos métodos diferentes para conseguirmos dar um up no surf, no propósito de elevarmos as cifras no esporte. Cifras para os atletas, para as empresas do ramo, patrocinadores (retorno), e também para as comunidades da localidade nas quais acontecem as competições.

Mas algo me chamou muito a atenção: em determinado momento das explicações, ele bateu numa tecla na qual poria tudo a perder. Não prolongando suas explicações, ele solta:"...ai teremos um TEMPO DE ESPERA...".PRONTO. Não precisa dizer mais nada. Está aí o empecilho de concretizar esta nova ação. Tempo de espera é o que a TV, principalmente aberta, não tem. Tudo tem que ser dinâmico e ágil, plástico e simples.

Mas não percamos a esperança. Como disse, muito do que aprendi com o surf deve-se as leituras constantes de tudo o que o Romeu produziu ou ajudou a produzir. Vejo uma luz nesse túnel extenso. Que podemos transformá-lo em tubo cristalino quilométrico.

Vejo com todas as características e vantagens a proposta por ele feita. Só faria uma modificação: Ao invés de utilizar a praia como pano de fundo, eu utilizaria as piscinas de ondas artificiais.

Espera um pouco. Sei muito bem como não é fácil imaginar um campeonato de surf sem a locação paradisíaca de um ambiente natural, uma praia, uma baía. Até quando pensei pela primeira vez nesta proposta me assustei com o que eu estaria fazendo com o surf. Também nunca havia imaginado um evento nosso sem uma praia. Já assistimos alguns que foram realizados nas piscinas do mundo, como Japão, Flórida e Ribeirão Preto (isso, temos a nossa piscina no Brasil).

Mas após acessar um site chamado surf parks, que trabalha com tecnologias avançadas relacionadas a piscinas de ondas, e ver a estrutura que eles utilizam na construção de uma piscina, tive a certeza do que falta para incluir o surf competição nas grades das emissoras do nosso país e do mundo.

Mas como isso seria viável?

Resumindo todo o site, que demonstra tudo o que é possível fazer com a piscina, está bem claro que ondas quebrarão de 8 (oito) em 8 (oito) SEGUNDOS!!! Isso mesmo...8 SEGUNDOS!!!. O nosso grande problema de colocar o surf no horário nobre é o tempo. As ondulações atingem as nossas costas e praias com um determinado espaçamento, que já complicariam o senhor TEMPO na TV. Isso quando os surfistas não preferem deixar passar para esperar a próxima série. E isso também quando as ondas são surfáveis.

Agora, desenvolver um torneio no qual temos potencial em produzir ondas com qualidade a cada 8 SEGUNDOS, onde câmeras estariam posicionadas para pegar todos os melhores ângulos, com um potencial de disputas uma atrás da outra, seria a peça do quebra-cabeça que nos falta para fazer do surf um esporte do mundo, entrando em todas as casas através das TVs, do Acre até o Tibete.

Pense: 8 segundos......aproximadamente 8 ONDAS por minuto....80 ondas surfadas a cada 10 minutos......continue as contas....Quantas ondas são surfadas em um evento?

Se pegarmos o modelo atual do WCT, considerando que cada atleta pegue 10 ondas por bateria, teremos até a final do campeonato 1260 ondas surfadas, em um total de quase 160 minutos como tempo necessário para a realização do evento. Ou seja, uma etapa do circuito mundial inteira, com pouco mais de duas horas.Lembre-se temos 180 minutos de TV para o futebol. Veja quantas ondas poderiam ser surfadas até a exaustão pelos participantes...e com a máxima qualidade.

E o que pode nos impressionar mais ainda é que talvez nem a fórmula de disputa precise ser alterada. Pense no futuro...e ele começa aqui: www.surfparks.com

BEM VINDO AO MUNDO DO SURF VISTO PELO MEUS OLHOS!

Henrique Chaves é MBA em marketing esportivo, diretor do Ibrasurf e sonha ver o surf se destacando na telinha.

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