quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Videomaker: Divisão de tarefa que faz a diferença

Diego Freire e Jafé Brito na missão - Foto: João Carlos
Por Henrique Chaves, (o Visionário do Surf)

Fator essencial para a evolução do surf de qualquer um, a imagem captada através de câmeras de vídeos é fundamental para o desenvolvimento do surf de qualquer surfista que necessite, priorize ou sonhe em um dia ser alguém no âmbito esportivo, na sua comunidade ou em sua praia.

O grupo de amigos que surfa junto tem que estar bem alinhado. Sabemos que é difícil ficar do lado de fora da água enquanto observamos outros a darem seus drops, tubos, batidas e aéreos. O praticante brasileiro não está acostumado a esperar pela sua vez, quando lhe determinam uma missão. A missão de filmar e fotografar. Ainda temos aquela sensação de que somos os únicos prejudicados quando não estamos participando ativamente no momento da ação. Para que seus próximos alcancem um nível superior na execução das manobras e técnicas do surf, é necessário trabalho e dedicação. E o mesmo acontecerá com você quando for a sua vez de ir para o mar. Basta prestarmos um acordo entre cavalheiros, que após um curto período, teremos material suficiente para analisarmos o próprio surf, identificarmos dificuldades em posturas, manobras e questionar entre o grupo a melhoria das mesmas, talvez com aquele que possua mais técnica em uma manobra ou experiência de como fazer para melhorar, a partir das imagens captadas no dia.

Impressiona-me o fato de, em algumas viagens mundo afora, convivi períodos com a nova geração do surf, que estavam armados e montados com diversas tecnologias, tendo estes experimentados todo tipo de mídia, tornado-se especialistas em leitura de onda desde cedo. Claro que o poder aquisitivo ajuda nestas horas. Mas toda noite na qual eu visitava casas de amigos para uma confraternização geral, me deparava sempre, sim, sempre!...com um grupo que passava horas a fio na frente de laptops e imagens que eram inteiramente ´consumidas`por jovens sedentos por uma melhoria nas suas capacidades surfísticas.

Jovens que incluo de idades variadas compreendidas entre 8 e 18 anos. E não falo de profissionais. Falo de interessados por seu crescimento, que consequentemente os levará a elite de seus países e possivelmente mundial.

Portanto nos falta a cultura da prática de dividir-se funções. Uma hora você surfa, outra você filma. Sabemos de pequenos grupos pelo Brasil que conseguem manter uma relação destas. Mas são muito poucos equiparados ao tamanho do nosso litoral. Também não posso comparar com a Austrália, um país totalmente surf, aonde que a totalidade de sua população (ou 80%) mora a menos de 100km da praia.

Mas pense. Veja o circuito mundial da ASP e conte quantos australianos encontram-se entre os 48 primeiros do mundo do ranking atual. Quantos ficaram entre os top 16 ano passado. E aí está uma parte do fruto do trabalho deles.

Então na hora de fazer aquele corre para conseguir suas imagens no surf, saiba que no final das contas, o grande ganhador de tudo isso será você e seus brothers. Conhecimento na tela do computador para transformar-se em técnicas mais apuradas. E ainda montar um vídeo-apresentação para divertir a galera nos próximos encontros noturnos no QG da galera, criando assim uma cumplicidade entre todos.

Henrique Chaves é MBA em marketing esportivo, diretor do Ibrasurf e defende a união para a evolução.

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