quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tecnologia que faz a cabeça dos surfistas

É preciso estudo para entender gráficos - Foto: Reprodução
Por Bruno Ruy

Com base no texto escrito pelo colunista Henrique Chaves, o Visionário do Surf, falando sobre as ondulações e posicionamento das praias, e dando uma chamada especial comentando sobre os avanços tecnológicos e sobre a importância da Internet hoje em dia, venho aqui dar dicas de como usar os sites e os mapas de previsão das ondas a seu favor.

01. PROCURANDO AS INFORMAÇÕES

A primeira coisa que se deve observar é saber qual as condições ideais de vento e ondulação para o local que você pretende surfar. É importante também conhecer os lugares mais confiáveis e indicados que oferecem esses serviços e fazer um apanhado geral de todos para que depois você possa fazer uma "média". Comece vendo se tem alguma chamada anunciando a chegada de uma grande ondulação.

02. INTERPRETANDO AS INFORMAÇÕES

A conclusão final será mais precisa se você checar diferentes fontes já que cada uma tem informações diferentes e uns podem ser mais detalhados do que outros. É muito importante saber a direção dos ventos, a intensidade deles e o período da ondulação para saber quanto tempo vai durar o swell. Os gráficos de previsão mostram tudo isso, mas é preciso estudo para interpreta-los corretamente. Eles mostram a direção, o tamanho da ondulação e a distância que ela se encontra da costa. Na maioria das vezes a ondulação vem da Argentina, bate com força no Sul do Brasil, sobe para o Sudeste e às vezes vai até o Nordeste, sofrendo um enfraquecimento como passar dos dias. Além disso, existem outros fatores bem mais específicos que influenciam nas ondas, como as condições climáticas, massas de ar quente, entre outros. Mais um detalhe é saber se existe outra ondulação se chocando com a primária, pois isso interfere no resultado final do swell. Para exemplificar, um swell de sudeste (com vento de noroeste) é perfeito para Itacoatiara, mas se existir alguma influência de sul no meio do caminho, o swell tende a girar e já não chega tão bom àquela praia, mais pode ficar bom em outra.

03. CONHECER AS CONDIÇÕES DE CADA PRAIA

Um detalhe que faz toda a diferença é saber que tipo de ondulação e de vento é bom para as diferentes praias que você freqüenta, como foi exemplificado acima com Itacoatiara. No Brasil, a maioria das praias possui fundo de areia, poucos picos têm fundo de pedra ou coral, então é preciso saber se o fundo da areia está bom, pois isso costuma mudar com freqüência.

04. LEVANTAR CEDO

Acorde cedo, isso é primordial! Além de evitar o crowd, você poderá acompanhar a movimentação do swell, que provavelmente estará em transformação durante o dia e pode atingir diferentes praias com condições e intensidades variadas.

05. EQUIPAMENTO DE ACORDO COM A PREVISÃO

O ideal é possuir um quiver bem variado com pranchas para diversas condições de mar. Já vi várias pessoas chegarem em Itacoatiara com apenas uma ou duas pranchas ─ no máximo ─ entre 6 e 6'1". Acaba faltando uma prancha maior, e o cara fica o dia inteiro boiando, pois o mar sobe rápido e a pranchinha já não funciona como deveria. Tem que ser uma prancha média e, em alguns dias, quando rola um mar gigante, é bom levar uma gunzeira. Estar com a prancha certa, no dia certo, é fundamental para você conseguir fazer a cabeça.

Bruno Ruy é estudante, apaixonado por surf e aproveita da melhor maneira o avanço tecnológico em prol do esporte.

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