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| Foto: Marcelo Bolão / http://www.chutaobalde.com/ |
Que o surf está se transformando em uma indústria capaz de movimentar milhões de dólares a galera já está cansada de saber. O que precisa ficar claro é que, como em todo negócio, não há espaço para todo mundo encher os bolsos. O toque é importante neste momento se vê a divulgação de histórias dos grandes empresários do ramo que estão dropando em ondas de dólares e até cursos sobre como eles chegaram ao sucesso começam a rolar.
Ninguém quer desanimar ninguém e é certo que a vida dos perdedores não interessa muito, apesar de também trazer grandes lições. É importante estar atento para o fato de que para cada um dos gênios que se transformaram em donos de gigantescas empresas, existem milhares que continuam matando um leão por dia para pagar as contas e outros milhares que desistiram no meio do caminho.
O surf está começando a pensar na importância de faturar para se garantir como negócio. Por isso, possibilita mais chances para quem tem idéias criativas e vontade de trabalhar, no entanto ele traz os mesmos riscos dos demais setores. Outro problema que ele enfrenta é a resistência dos puristas e românticos que defendem que só quem tem “água salgada no sangue” deve estar no meio.
O surf negócio precisa de lucro e, para ter lucro, precisa de mais gente ligada nos eventos e nos ídolos da arte de entender o mar. Evidentemente, virão investidores de outras áreas como veio para o futebol, onde até a máfia russa coloca grana. Faz parte do jogo. Quem já está na área tem mais chance, mas não pode vacilar. Quem não está e decide entrar só pela fissura pelo dinheiro necessita saber que assim como alguns ficarão ricos, vai ter um montão que contará o prejuízo. É a regra do jogo, é a lei do mercado. Quem se dispõe a dividir experiência sem contar dos perigos está iludindo a galera.

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