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| Jadson André abusa das manobras aéreas - Foto: ASP / Daniel Smorigo |
Quem foi a praia da Vila esperando ver show de Mineirinho e Neco, teve a surpresa de comemorar uma façanha verde-amarela, mas de outra fera de nosso surf. O potiguar Jadson André, em sua estréia na elite mundial, foi o campeão da etapa do World Tour decidida nesta quinta-feira (29). E a nova sensação brasileira não se intimidou em enfrentar nomes consagrados, chegando à final contra a lenda Kelly Slater e encarando o nove vezes campeão sem medo.
Além de ser uma vingança pelo ano passado quando Slater derrotou Mineirinho, o resultado mostra que o Brasil pode se transformar em um centro formador de talentos sobre pranchas. Infelizmente, por ironia, a conquista acontece em um ano em que o evento foi patrocinado por uma multinacional. Sabemos que a globalização econômica provocou uma concentração entre as empresas que reduziu a concorrência a alguns gigantes e, só esses, têm chance de bancar o custo de uma etapa da elite. Mas, assim mesmo dói ver que as marcas brasileiras estão encolhendo.
Os muitos "Jadsons" e "Mineirinhos" que brilham em nossos picos só poderão ter a oportunidade de se revelar se tiverem apoio e patrocínio. A vitória que a praia da Vila viu entra para a história como um momento de afirmação do surf nacional e, principalmente, como prova de que temos muitas opções de candidatos a vencedores.
Além disso, vale lembrar que Carlos Burle foi coroado no sábado (24), na Surfing Heritage Foundation, em San Clemente, Califórnia (EUA), campeão Mundial de Ondas Grandes e Maya Gabeira conquistou pela quarta vez consecutiva o prêmio XXL Big Wave.

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