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| Ondas gigantes impressionam - Foto: Fred Pompermayer |
Por Bruno Ruy
O surf de ondas gigantes tem muito pouco a ver com a imagem que as pessoas tradicionalmente fazem do esporte. Esqueça as praias paradisíacas, as mulheres gostosas na areia, a diversão coletiva entre amigos e as roupas e acessórios coloridos. Quando as ondas passam dos 15 pés, o limiar entre a vida e a morte torna-se ínfimo, e o sucesso do surfista nessas condições depende de um preparo físico exemplar, instinto de sobrevivência aguçado e equipamento de alta performance.
Alguns dos melhores picos de ondas gigantes ficam em águas geladas, muitas vezes a quilômetros de distância da praia, e a maioria deles está concentrada no Hawaii e na Califórnia. Os atletas de destaque não são os mesmos que triunfam no circuito mundial, cujas etapas são realizadas em ondas que raramente ultrapassam os 12 pés de altura. Em ondas gigantes, a disputa deixa de ser surfista contra surfista e vira um desafio entre o homem e a natureza. O que interessa não é quem faz a manobra mais moderna e radical, mas, sim, quem tem coragem para descer as maiores e se colocar nas situações mais críticas. Surfistas com reputação de serem bons em ondas grandes recebem a alcunha de big riders e o respeito de todos.
Surfistas sempre entraram nas ondas com sua própria força, na base da remada. Mas a velocidade alcançada por eles não era compatível com a velocidade com que uma onda maior do que 30 pés se forma e quebra. Esse limite físico e psicológico perdurou por décadas e a barreira dos 30 pés só foi superada quando, no início dos anos 90, um grupo de pioneiros, formado pelos havaianos Laird Hamilton, Buzzy Kerbox e Darrick Doerner, passou a usar veículos motorizados (primeiro, um barco inflável; depois, jet-skis) para rebocá-los e lançá-los nas ondas já com uma velocidade inicial que possibilitasse descer aquelas morras. Essa nova vertente do surf recebeu o nome de tow-in e permitiu que hoje fossem surfadas ondas de até 70 pés.

louco demais muito foda
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