sexta-feira, 24 de julho de 2009

O objetivo é pranchas melhores e que durem mais

Modernização na fabricação de pranchas - Foto: EasyDrop
Por Bruno Ruy

Pranchas de EPS, vulgo isopor, laminadas com resina epoxy de última geração: esses materiais foram desenvolvidos nos EUA especificamente para pranchas sendo os blocos fáceis de shapear ainda que na mão, proporcionando grande qualidade no acabamento, pintura e pranchas mais brancas e resistentes aos raios ultra-violetas. E o mais importante, o segredo: flexibilidade! Durante o longo reinado do poliuretano esqueceu-se de um aspecto muito importante: a flexibilidade da prancha, que é exatamente a vida da mesma. E é exatamente isso que o isopor tem de melhor ─ performance!

Tenho escutado de alguns amigos a mesma informação: como as pranchas de epoxy são rápidas e retomam a velocidade nas manobras, usa-se menos força para manobrar. Tudo de bom? Não, o isopor não é tão fácil de consertar, a resina requer uma proporção correta, não pode ser no olho, e absorve mais água, ou absorve água mais rapidamente. Então deve-se sair do mar para evitar que entre muita água. Porém, toda água que entra sai, basta deixar a prancha secando por alguns dias.

Já o poliuretano absorve menos água, mas somente 70% da água infiltrada sai da prancha, o resto fica. Para a epoxy, assim como para a resina normal, já existe secagem ultra-violeta, ou seja, a resina seca quando exposta à radiação, o sol, às lâmpadas de bronzeamento. Assim o conserto da epoxy fica bem mais fácil. Outra vantagem da epoxy: a flexibilidade da prancha dura muitos anos, ou seja, a mesma funciona como nova por bastante tempo, já que a de poliuretano tem uma velhice precoce.

Pranchas mágicas deixam de funcionar tão bem somente com o passar do tempo, porque a resina de poliester e o poliuretano tendem a enrijecer-se rapidamente. Outra vantagem é em função do peso, como as de epoxy são muito leves, pode-se variar bastante a laminação de acordo com o uso da prancha e o surfista. Já o poliuretano, se for produzir uma prancha reforçada, com certeza teremos excesso de peso. As E-flex, sem longarina, que agora entram em produção total; são pranchas com vida útil de 5 anos ou mais, muito leves e de ótima performance.

Bruno Ruy é estudante, curte surf desde a infância e acompanha as pesquisas que apontam como facilitar a vida do atleta.

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