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| Evolução das pranchas de surf - Foto: Divulgação |
Por Bruno Ruy
Quem está ligado nas novas tecnologias das pranchas com certeza está curioso e querendo saber como serão as pranchas do futuro.
Há muito tempo elas são iguais: resina poliéster e bloco de poliuretano. Mesmo com as técnicas mudando com o tempo, a matéria prima é sempre a mesma. A única diferença é que os shapes passaram a usar menos resina, fibra e os blocos se tornaram mais leves e frágeis. Em busca da leveza e performance, a prancha passou a quebrar com facilidade e se tornou descartável.
Quem acompanha a evolução do windsurf sabe que eles começaram com os mesmos materiais que o surf, mas evoluíram. Hoje aquelas pranchas usam uma tecnologia muito mais avançada. Agora são feitas com um material high tech, sendo mais leves e fortes que as nossas.
Mas, por que isso? Fiz essa pergunta a um shape local e a resposta foi: "O material, junto com a mão-de-obra torna a fabricação extremamente cara, inviabilizando a construção para fins comerciais".
Porém, a partir de agora, parece que isso vai mudar. Pranchas ocas, com 100% de carbono, placas de poliestireno com carbono e epóxi; bloco de poliestireno, estruturados e expandidos em forma; resinas epóxi de alta resistência, etc. E o essencial: preços razoáveis.
É bem provável que essas mudanças ocorram em breve. Já que vários surfistas profissionais estão testando suas novas ferramentas de trabalho. Vamos finalmente mudar um ciclo de 50 anos.
O mais curioso de tudo isso é que essa nova prancha só vai ser possível graças aos chineses. Aqueles que nunca surfaram e não sabem nem o que é isso.
Várias fábricas do ocidente abriram ou se associaram às fábricas chinesas. Isso porque aprenderam que não devem ser dependentes de uma só fornecedora e buscaram na China a produção de matéria-prima.
Depois disso, descobriram que poderiam fazer pranchas que ficariam caras nos EUA e Austrália, mas baratas na China, devido à boa e barata mão-de-obra, bons preços e câmbio favorável.
Não demora muito e sua prancha virá com um carimbo: Made in China.
Bruno Ruy é estudante, apaixonado por surf e acredita que o esporte tem de evoluir sempre.

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