segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Noronha 2009 deixa importante lição

Precisamos unir forças para melhorar - Foto: Daniel Smorigo
A etapa do WQS de Noronha não decepcionou. Como a galera brasileira queria, só deu verde-amarelo nas primeiras posições. Se na água, o lance foi só de alegria e altos tubos, na areia rolou um clima de preocupação com o futuro. Ver um atleta do nível de Raoni Monteiro defender o título do ano passado sem patrocínio faz todo mundo ficar com o pé atrás em relação ao destino do surf brazuca. Também não foi legal ver que os gringos não deram muita importância ao evento, que nesse ano perdeu o status Prime.

Esses dois detalhes devem servir para o pessoal que manda no surf brasileiro se tocar e pensar em soluções rápidas. Não faltam talento e criatividade para a galera que supera as dificuldades e defende o esporte nacional. Vale lembrar ainda que o esforço desses amantes do surf gerou muito lucro para as marcas que vivem da chamada surfwear, bem como para os organizadores das competições. Se o momento é de turbulência na economia, o custo não deve ficar só nas costas dos atletas.

Vamos torcer para que as próximas competições internacionais por aqui atraiam os estrangeiros e para termos condições de bancar nossos talentos se mostrando em outras águas. A lição principal que Noronha 2009 nos deixa é de que aqueles que estão dispostos a apoiar o surf brasileiro não podem aparecer só nas horas boas. Na hora de roer o osso, é preciso união de todos: atletas, dirigentes, empresários, mídia e torcida.

De resto, é preciso cumprimentar os canarinhos que deram show na Cacimba, inclusive a molecada da nova geração que fez bonito e mostrou que o futuro do surf brasileiro está em boas mãos.

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